MotoGP, 2020: Viñales animado por trabalhar com Quartararo

Por a 8 Maio 2020 15:30

Ficou claro em Janeiro que Maverick Viñales e Fabio Quartararo serão a dupla de fábrica da Yamaha da temporada de MotoGP de 2021. Porque é que o espanhol prolongou o seu contrato e o que diz do jovem francês?

Maverick Viñales admite abertamente que também considerou uma mudança para a Ducati antes da sua extensão de contrato com a Yamaha. Um ponto-chave que o manteve na Yamaha, no entanto, foi a sua equipa em torno do chefe de boxe Esteban Garcia e do treinador de pilotos Julian Simon. “Tenho as pessoas que quero à minha volta “, salientou o terceiro classificado no Mundial de 2019.

“Além disso, a Yamaha melhorou muito e a equipa acordou e trabalhou de forma fantástica. E agora tenho muito mais peso na equipa”, acrescentou o espanhol de 25 anos, que festejou duas vitórias na época de 2019.

“Logo, não havia razão para sair. Também não sei se teria a mesma sensação se tivesse mudado. É o meu quarto ano com a equipa e temos de atingir os objetivos que nos definimos quando assinei pela Yamaha. Não sei se uma mudança teria ido na direção certa. Por isso, consegui escolher a minha própria equipa e dar-me a oportunidade de lutar em todas as corridas.”

“Claro que tivemos outras ofertas, mas não faz sentido falar sobre isso agora. Assinei com a Yamaha e agora podemos focar-nos no futuro. Temos mais três anos para melhorar e alcançar os nossos objetivos”, disse o campeão do mundo de Moto3 de 2013.

Mais recentemente, sublinhou repetidamente o quanto aprendeu com o seu atual companheiro de equipa Valentino Rossi e o quanto gostaria de partilhar a pista e as boxes com o nove vezes campeão do mundo. Em 2021, porém, o jovem astro Fabio Quartararo, de 21 anos, será promovido da Yamaha SRT Petronas à equipa de fábrica.

“O Fábio é um grande piloto, estou ansioso por trabalhar com ele. Quero ver como ele funciona, porque isso é sempre importante quando estás a tentar compreender os teus rivais. Olhamos sempre para todos os pilotos, tanto na equipa como fora, especialmente o Fábio no ano passado”, disse Viñales.

Não admira, afinal, pois “El Diablo” convenceu no seu ano de estreia na classe rainha com seis pole positions e sete lugares de pódio, falhando por pouco a primeira vitória.

“Ele não mudou muito a moto no ano passado e ficou muito bem no final da época”, disse o espanhol do seu futuros companheiro de equipa. “O problema com a equipa de fábrica é que temos de experimentar muitas coisas num fim de semana. Isso é muito importante, porque em alguns fins de semana de corridas só conseguia dar umas voltas com a minha base e depois tive de conduzir a corrida como ela estava. É sempre complicado”, disse o piloto da fábrica da Yamaha.

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