MotoGP, 2020: Rossi “quer uma Yamaha com mais 10 km/h”

Por a 3 Janeiro 2020 14:30

O piloto de fábrica da Yamaha, Valentino Rossi, que faz em breve 41 anos, está preocupado com o seu futuro, porque 2020 pode ser o seu último ano no Campeonato do Mundo de MotoGP: “Mas é um luxo poder decidir quando parar”- disse ele há dias.

Em 2020, Valentino Rossi disputa a sua 25ª temporada no Campeonato Mundial de Motociclismo. Como o seu contrato com a equipa de fábrica da Yamaha termina no final do ano, especula-se há muito tempo que o tricampeão mundial se aposentará. Afinal, a «Vale» completa 41 anos no dia 16 de Fevereiro e já é, de longe, o piloto mais idoso em MotoGP.

Rossi está ciente de que está enfrentando uma decisão inédita. “Gostaria de ter um pouco mais de tempo, infelizmente tudo no MotoGP se decidide hoje logo no início do ano. Vou precisar de um pouco mais de tempo para pensar, talvez até meio da temporada. Vou falar com o Lin [Jarvis] e a Yamaha para entender como eles veem a coisa”, disse a estrela da Yamaha numa entrevista à « La Gazzetta dello Sport ».

O “Dottore” também recebe conselhos de sua família e de seus amigos próximos: “Falo principalmente com o meu pai, a minha mãe, Albi [Tebaldi], Uccio e Carlo [Casablanca]. O meu pai e a minha mãe querem que eu continue, mas os outros também. Mas temos que ser realistas. Eu gostaria de continuar, mas temos que ser mais competitivos que no ano passado, caso contrário, é melhor dizer não. E isso seria bom”, admitiu abertamente o 115 vezes vencedor em GP.

Rossi considera os sinais da Yamaha positivos em relação a uma possível extensão de contrato. “E isso é uma grande honra para mim – e também um luxo para um piloto, poder decidir quando parar. Normalmente fica-se apeado e a decisão é tomada por nós”, acrescentou.

Rossi riu-de por ter sido considerado o terceiro na fila a seguir a Fabio Quartararo (20) que está tentando conseguir um lugar na equipa de fábrica da Yamaha, e Maverick Viñales (24), duplo vencedor na temporada de 2019.

Vale nem sequer descarta categoricamente uma alteração no alinhamento, passando ele para a equipa cliente da Yamaha Petronas SRT. “Não vejo tanta diferença”, disse ele. – “Prefiria ficar onde estou, mas… Como eu disse, somos três e os lugares são dois, logo é preciso pensar num terceiro posto vago. E mesmo que seja a Petronas, a equipa não me parece má, mas talvez Viñales vá embora, ou Quartararo mude de marca. Quem sabe no que estão eles pensando?”

O que poderá acontecer depois de 2020 com o destino do multi-campeão mundial ainda em aberto? Antes de mais, o foco é na próxima temporada – e Rossi promete compromisso total. “Quero ter umas boas corridas e lutar pelos três primeiros da MotoGP”, disse ele.

Para isso, a estrela da Yamaha tem acima de tudo um desejo para o ano novo: “Uma Yamaha que seja 10 km/h mais rápida nas retas, ao nível da Honda e da Ducati. Mas já sei que isso será difícil…”

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