MotoGP, 2020: Os esforços da Michelin

Por a 12 Julho 2020 16:00

Fomos encontrar Piero Taramasso, que dirige o fornecimento de pneus da Michelin na MotoGP, para ficar a saber um pouco mais sobre o esforço de gerir uma época que vai ser condensada em poucos meses:

“É claro que queremos começar o mais cedo possível… mas a logística necessária para trazer 1.400 pneus a cada Grande Prémio vai ser um grande desafio para nós… Desde a primeira corrida que queremos fornecer a escolha correta de pneus para cada corrida e tê-los todos à disposição, mas agora por causa das alterações de datas estamos a ter de fazer algumas escolhas, por exemplo, como Jerez ou Le Mans vão ser disputados numa altura diferente do ano, não vamos fazer um pneu especial para isso…

Vamos basear-nos numa corrida habitual, como Barcelona e verificar todos os parâmetros, as temperaturas dos pneus, do ar e da pista ao longo de 15 ou 16 voltas de testes e depois fazer uma média e imaginar uma mistura para lidar com essas condições.

Se estiver mais calor, trazemos misturas mais duras.

Por exemplo, Jerez devia ter acontecido em Maio, agora vai acontecer em Julho, por isso temos de esperar condições em pista bastante diferentes, temperaturas muito mais elevadas. Só no alcatrão esperamos encontrar facilmente uma diferença de mais 10 graus, poderá atingir os 50 ou 55 graus, pelo que temos de mudar para uma mistura mais dura, que nos dê maior estabilidade, que torne a traseira da moto mais estável…

Também são pneus que quando estão na temperatura correta, dão desempenho muito forte, por isso estou à espera de boas corridas, até porque com a nova carcaça traseira, podemos lidar com uma variedade de condições em pista e depois do teste, saberemos mais.

Temos de esperar que a maioria das equipas já tenha encontrado um bom compromisso para a eletrónica, para os controlos de tração e se o fizeram, então podem lidar melhor com o desempenho dos pneus.

Durante a época, vamos ter corridas duplas, 2 ou 3 seguidas, que também vai ser mais exigente para nós, de um ponto de vista logístico, ter de trazer aquela quantidade de pneus, até porque não os podemos fabricar aos milhares num espaço de tempo tão curto, por isso vamos ter de gerir da forma mais inteligente, ter uma alocação inicial de 1 pneu e meio e no Domingo, depois da corrida, ver quais usamos mais e intensificar a produção desses para complementar a quantidade em falta… Vamos fabricá-los e transportá-los para a pista mesmo a tempo!”

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