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MotoGP, Técnica: A Yamaha M1, porquê o V4?

Paulo Araújo por Paulo Araújo
16 Setembro, 2025
em Destaque Homepage, Moto GP, Newsletter destaque
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MotoGP, Técnica: A Yamaha M1, porquê o V4?

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Parte 2

Continuando a análise técnica do motor V4 da nova Yamaha M1 e das suas vantagens e desvantagens

Um V4, desta feita da Honda

Antes mesmo de analisarmos as consequências da arquitetura interna do motor, vamos começar pelo tamanho. Um V4 é mais estreito que um 4 em linha. Isto tráz logo duas vantagens muito importantes: reduz a área frontal e permite que a largura ganha seja utilizada para otimizar a aerodinâmica.
Isto será ainda mais importante em 2027, quando os novos regulamentos banirem as aletas, obrigando a buscar apoio aerodinâmico noutro lugar e introduzirem uma largura total reduzida.

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Hoje, a tendência é para paredes laterais largas, de forma a criar downforce e efeito de solo: com mais espaço, mais efeito pode ser incorporado nas laterais, melhorando até o fluxo de ar interior.
Também permite, como na Ducati, colocar um volante exterior diferente na extremidade da cambota, variando de acordo com o perfil do circuito e as característica de resposta desejadas.

O V5 da Honda passou a V4 depois em 2007 devido aos regulamentos

Por outro lado, os cilindros do motor Yamaha atual estão posicionados entre as vigas do quadro, com muito pouca margem de manobra para mudar a posição, a não ser pela construção de um novo quadro.
Um V4, por outro lado, é muito mais fácil de rodar para variar o centro de gravidade e a distribuição de massas, de modo a encontrar a melhor geometria. Basta mudar os apoios no quadro.
A segunda vantagem está ligada às dimensões exteriores do motor e também ter um motor mais centrado na traseira, que mais facilmente transmite potência e tração ao pneu traseiro.


Falemos então da arquitetura interna. A cambota é mais estreita, logo precisa de menos rolamentos, o que oferece menos atrito, e logo liberta mais potência.
O equilíbrio inerente a um V4 super-quadrado (em que o diâmetro do pistão é maior que o curso da biela) dispensa um eventual veio balanceiro – menos peso, mais simplicidade.

Já na era das 2 tempos o V4 era a configuração mais popular

A cambota mais estreita também dá menos efeito giroscópico, o tipo de inércia que dificulta mudanças rápidas de direção nas chicanes.
A disposição quadrada dos cilindros também permite uma melhor gestão da admissão e do escape.

Neste sentido, um V4 de 90° afinado para configuração Big-Bang (que a Yamaha já conhece do “crossplane” da M1 atual) é uma excelente solução para transferir potência, preservando o pneu traseiro graças a pulsos de tração mais suaves e a partir de mais baixos regimes.
O V4 permite teoricamente subida de regime mais rápida e atingir mais potência, mas está longe de ser uma receita mágica para a Yamaha, devido aos muitos outros fatores que entram em jogo para o desempenho final (geometria, distribuição de peso, eletrónica, aerodinâmica, etc.).

Do lado menos, o banco de cilindros traseiro de um V4 é mais difícil de refrigerar – no tempo das RC30, era vulgar usar gigleurs maiores no banco traseiro) mas com a capacidade atual de programar diferentes mapas de injeção para cada cilindro, isso resolve-se facilmente hoje em dia…

Falámos também do menor efeito giroscópico. Com menos efeito giroscópico lateral, a moto é mais ágil nas curvas e as trajetórias podem ser um pouco mais em V.
Isto em parte explica o tradicional ponto forte da Yamaha, a sua velocidade em curva, que mal pode aproveitar no meio duma matilha de Ducati a dar as curvas em V.
Por outro lado, o V4 também tráz desvantagens: Exigindo mais componentes (duas cabeças, com duas cames de admissão e de escape separadas por banco de cilindros), um V4 é ligeiramente mais pesado que um 4 cilindros em linha.

Um V4 da Yamaha, mas tão antigo que ainda exibe carburadores Mikuni (foto Ferry Brouwer)

O peso real das máquinas é desconhecido, mas as V4 atingem o peso mínimo de 157 quilos facilmente, enquanto numa moto mais leve, o peso pode ser colocado onde funcionar melhor.
O número de compartimentos para efetuar a refrigeração também é um pouco maior do que num 4 cilindros em linha. Isso resulta num custo de fabrico ligeiramente superior, negligível a este nível, em que uma simples queda se pode medir em centenas de milhares de euros.

Depois, o escape do banco de cilindros traseiro está muito próximo do depósito, logo a gasolina (e o piloto!) tendem a aquecer mais do que num motor tetracilíndrico e exigir mais isolamento. Se aquecer, a gasolina expande e, sendo menos densa, liberta menos potência.


Da mesma forma, o pneu e a perna do piloto são sujeitos a radiação… Isto são os parâmetros principais, não esquecendo o mais importante de todos: as sensações do piloto e a sua capacidade de extrair o melhor do conjunto!

Tags: MisanoMotoGPnova M1V4Yamaha
Paulo Araújo

Paulo Araújo

Com uma experiência de várias décadas no âmbito do motociclismo, viajou pelo mundo cobrindo eventos nas duas rodas. Já foi piloto de velocidade, team manager, instrutor, jornalista e comentador de rádio e televisão, especializando nas modalidades de velocidade, em particular MotoGP, SBK e Endurance.

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