O 9º título fica no bolso e já é parte da história, no dia em que Miguel Oliveira subiu 4 lugares nos pontos

A vitória de Marc Márquez trouxe-lhe uns inalcançáveis 201 pontos de diferença para o seu irmão Alex, da Ducati Gresini, o único que, até há poucas horas atrás, ainda poderia aspirar ao título de MotoGP de 2025.
Isto quando, nas 5 rondas ainda por jogar, incluindo o GP Qatar Airways de Portugal em Portimão, há 185 pontos em jogo, 37 x 5 do máximo acumulável entre a Sprint e a Corrida de fundo.
No evento, quem acumulou os 37 pontos da vitória em ambas as corridas, (coisa que Márquez fez até agora 10 vezes, 7 consecutivas entre Aragão e a Hungria) foi o malogrado Bagnaia, a quem finalmente tudo correu certo… um caso de muito pouco, muito tarde!

Segundo também firme
O próprio Bagnaia dificilmente ameaçará o Vice Campeonato do Márquez mais velho, pois mesmo assumindo que ganhasse todas as corridas a partir daqui, um prospeto improvável em vista da irregularidade por que tem pautado esta época, só comeria pontos ao espanhol ao ritmo de 8 por corrida, muito curto para a diferença de 66 que agora os separa.
Um pouco atrás, Bezzecchi parece consolidado no 4º lugar por 46 pontos à frente de Morbidelli, já este tem de se precaver de Pedro Acosta, a um ponto atrás na KTM da Red Bull Tech3.
Outro lugar em risco é o 8º de Fabio Quartararo, que tem 2 pontos atrás de si o feroz colega de Márquez na Gresini, Fermín Aldeguer.

Fora do Top 10 ainda se luta
Já na luta pelo 12º entre Luca Marini e Raúl Fernández, a coisa pode bem ir na outra direção, pois o meio-irmão de Valentino Rossi tem conseguido exibições sólidas das últimas corridas na Honda Repsol, exceção feita justamente à corrida no Japão, em que Fernández marcou quase o triplo dos pontos!

Igualmente na Honda, impressionante subida de Joan Mir, que com 22 pontos marcados, mais que a soma das 5 corridas anteriores, saltou 5 lugares para 15º no Campeonato, à custa de zero de Viñales, 1 ponto apenas de Ogura e mais um zero de Rins, cujo lugar na Yamaha muitos continuam a questionar, quando Miguel Oliveira o vem excedendo consistentemente.
Pela mesma bitola dos últimos 5 Grandes Prémios, Rins acumulou 3 pontos, todos de 13º na Hungria, Oliveira 20, mais que nos 12 GP anteriores, dos quais, claro, 4 esteve fora por lesão.

Oliveira em ascensão
O que nos leva redondamente ao desempenho do nosso único concorrente (e sabe-se lá por mais quanto tempo!) na MotoGP.
À chegada à Hungria, Miguel Oliveira tinha estado 4 GPs sem pontuar, desde Itália, e estava afundado em 25º na classificação, com apenas 6 pontos em seu nome.
Hoje, está em 21º com 26, ou seja, saltou 4 lugares nos últimas 4 corridas.
Com a atual lesão de Jorge Martin, sem querer soar agoirento, é natural que ainda suba mais um, já que o azarado campeão da Aprilia está apenas 8 pontos à sua frente e não vai correr, quanto mais pontuar, tão cedo. Realisticamente, é o máximo que o português já poderá subir este ano, marcado por lesão e controvérsia.
Por fim, uma palavra para o irmão Espargaró Pol, que em apenas 2 wild cards na KTM, na Chéquia e na Hungria, marcou os sólidos 16 pontos que o colocam em 22º…

















