Apesar de não ter conquistado nenhum título de MotoGP, Dani Pedrosa tornou-se uma verdadeira lenda do motociclismo. O atual piloto de testes da KTM foi um dos chamados “Quatro Fantásticos” do MotoGP, juntamente com Stoner, Rossi e Lorenzo. Mais tarde, em 2013, chegaria ao box da Honda Marc Márquez.
O piloto de Cervera adaptou-se rapidamente à categoria rainha, conquistando o seu primeiro título de MotoGP logo na época de estreia. Já Pedrosa terminou essa temporada na terceira posição, atrás de Jorge Lorenzo. Ainda assim, o catalão afirmou no podcast ‘Fast & Curious’ que partilhar box com Márquez lhe permitiu aprender coisas muito valiosas.
Uma das características mais marcantes de Márquez é, sem dúvida, a sua capacidade de se aproximar — e até ultrapassar — os limites. O piloto acumulou inúmeras quedas ao longo da sua carreira, o que não o impedia de voltar à moto e ser rápido. Algo difícil de imaginar para Pedrosa, que tinha maior propensão para lesões.
«Márquez destruía cinco motos, mas ao domingo ganhava a corrida ou terminava em segundo ou terceiro»
«A minha abordagem às corridas foi sempre evoluir passo a passo. Tentar minimizar o risco, obviamente, porque cada vez que caía magoava-me. Não me podia permitir cair cinco vezes num fim de semana e ainda assim acabar no pódio. Isso era simplesmente impensável para mim», explicou Pedrosa. «Pois bem: o Marc fazia isso. Destruía cinco motos, mas ao domingo ganhava a corrida ou terminava em segundo ou terceiro. Portanto, diria que o que aprendi com ele foi essa forma diferente de encarar o fim de semana».
O piloto da Ducati, no entanto, tinha plena consciência das suas capacidades. «Ele andava sempre a cem por cento e, quando passava do limite, levantava um pouco o pé quando era preciso, para estar no ponto certo. Mas a sua abordagem foi sempre dar o máximo, ou até um pouco mais», recordou o atual piloto de testes da KTM.
Por outro lado, Pedrosa revelou que nunca falou com Márquez sobre o que o nove vezes Campeão do Mundo poderá ter aprendido com ele. «Não sei o que ele terá aprendido comigo. Ainda não tivemos essa conversa mais profunda, porque com rivais tão fortes não revelas muitos segredos. Por exemplo, com o Stoner sim. Agora, claro, já conseguimos sentar-nos e falar sobre quando estávamos juntos na equipa», concluiu.

















