Recordes, estreias, e muita luta na classe intermédia
Não só a categoria retornou um brasileiro, que se tornou assim o primeiro vencedor dum Campeonato Mundial, mas ao recuperar duma desvantagem pontual de 61 pontos após o GP de França para vencer na prova final, Diogo Moreira protagonizou a maior reviravolta de sempre na classe intermédia.

De facto, até à Grã-Bretanha, Manuel González só tinha estado fora do pódio numa corrida e tinha vencido três, o que lhe dava um avanço considerável, e o madrileno já estava a ser aclamado como o próximo Campeão. Para mais, com Aron Canet com 3 pódios, um deles uma vitória no Qatar, Moreira ainda nem sequer tinha pisado o pódio, ficando-se nessa altura por uma série de quartos lugares… até que chegou Silverstone.
O australiano Senna Agius venceu, Moreira foi segundo na Kalex da Italtrans e González… caiu e não pontuou, começando a sua descida…
Moreira, por seu lado, praticamente não mais deixou o pódio a partir daí, vencendo a seguir em Assen e na Áustria, enquanto ‘Manu’ González mal poderia saber que a sua vitória em Mugello seria a última do ano…
Claro que estes não foram os únicos dois na batalha… o belga Barry Baltus parecia andar sempre perto do pódio e depois falhar aquela pontinha extra para vencer, colecionando 5 segundos e 2 terceiros a caminho da 3ª posição no Campeonato…

Já Jake Dixon, de quem muito se esperava, fez mais uma vez da inconsistência a sua bandeira, ora ganhando na Boscoscuro da ELF Marc VDS, como na Argentina e Malásia, ora acabando fora dos pontos como na Itália, Áustria ou San Marino.
Se na classe de Moto 3 o equalizador era a proximidade dos tempos, já na Moto2 foi o incrível número de pilotos que venceram ao longo da época, nada menos do que 11, incluindo além dos já mencionados, Holgado, Vietti, Alonso, Guevara, Öncü e Roberts.

Em termos de fabricantes, a Kalex, que detém a maioria dos títulos da classe, foi dominante, com 17 vitórias em 22 corridas, mas a Boscoscuro teve uma boa remontada com 5. Ironicamente, no computo geral, que leva em consideração os resultados dos 2 pilotos, a Fantic foi a vencedora por equipas.

Com as marcas reduzida a 3, e só a Klint Racing a persistir no chassi Forward, que marcou apenas 28 pontos todo o ano, as marcas de ‘imagem’ como a KTM, a Yamaha, Italjet, Fantic ou CFMoto, continuam a usar a classe de Moto2 para marcar presença, e uma percentagem grande dos fans não se dão mesmo conta que, na verdade, as Moto2 partilham todas o mesmo motor Triumph Triple de 765cc..

Com as Moto3 a tornarem-se todas Yamaha em breve, como parte da alterações feitas pela Dorna, neste caso destinadas a reduzir custos ás equipas, a Moto2 está, para já, salva de grandes mudanças e vai continuar a ser a classe de onde mais pilotos saltam para a MotoGP a seguir…















