Recordamos alguns dos passos do percurso de Miguel Oliveira, ao longo de mais de 20 anos de corridas

O comunicado que confirma a próxima passo de Miguel Oliveira na carreira de piloto profissional a juntar-se à BMW nas Superbike é um bom momento para recordar alguns dos episódios que o trouxeram até aqui.

O nosso único internacional de topo começou com apenas 9 anos de idade e terminou o ano de estreia em 4º lugar no campeonato nacional de MiniGP.
Logo nesse ano, foi condecorado pela Confederação Desporto de Portugal em reconhecimento do seu talento.

Mais sucessos desportivos chegaram em 2005, quando venceu o campeonato Português de MiniGP e o World Festival Metrakit em Espanha, frente a 192 pilotos oriundos de 14 nações.

Revalidou o título Português em 2006 e terminou em 2º da Copa Calypso. Venceu também todas as corridas do Campeonato Andaluz em que participou, sem poder pontuar. Em 2007 subia de categoria e ganhava o campeonato Mediterrâneo Pre-GP125.

No ano de 2008 participou em diversos campeonatos e destacou-se na Copa Red Bull Rookies, com duas vitórias consecutivas nas três participações. Em 2009 era terceiro no Campeonato Nacional Espanhol CEV, dos mais competitivos do mundo, e 5º classificado no campeonato da Europa.

Em 2010, a organização espanhola teve muito trabalho para o impedir de ser Campeão de Espanha, pois venceu 5 das 7 provas do calendário, mas uma desclassificação “conveniente” noutra colocou-o em 2º a dois pontos do seu rival Maverick Viñales.
Nesse ano, foi também vice-campeão da Europa, antes da sua estreia no campeonato do mundo em 2011.
Depois de um ano difícil em 2011, ingressou na Honda Suter em 2012, na equipa Estrella Galicia, (que ainda hoje o patrocina!) com que conquistou dois pódios (Catalunha e Austrália) e ficou em oitavo no campeonato.

Em 2013, conseguiu o primeiro pódio da estreante Mahindra Racing na Malásia, entrando assim para a história da equipa, antes de ter sido recrutado pela Red Bull KTM Ajo, para a época de 2015.
Em 2015, na KTM da Ajo Motorsport, conquistou 6 vitórias, três segundos lugares e 1 ‘pole position’, garantindo assim o título de vice-campeão contra a muito mais rápida Honda do britânico Danny Kent, que só o bateu por 6 pontos no final.

Em 2016, ascendeu à categoria de Moto2, na equipa da Leopard Racing, juntamente com o campeão em título de Moto3, Danny Kent. A temporada foi pautada por algumas adversidades, e uma fratura da clavícula forçou-o a falhar 4 Grandes Prémios.
Em 2017, regressou à KTM Red Bull Ajo, tendo terminado o Campeonato do Mundo no 3º lugar, a apenas 2 pontos do 2º classificado. Naquela que foi uma temporada brilhante na estreia da equipa em Moto2, somou 3 vitórias, 9 subidas ao pódio e duas pole positions, conquistando mais um marco histórico na sua carreira e para a modalidade no país.

No início de 2018, foi eleito Desportista do Ano, na categoria de Atleta Masculino, pela Confederação do Desporto de Portugal, assim como nomeado Embaixador Global da Integridade e Transparência no Desporto pela Sport Integrity Global Alliance (SIGA).
Continuando com a KTM Red Bull Ajo aos comandos da KTM Moto2, assina três vitórias, dois quintos lugares e quatro terceiros lugares num total de 12 presenças no pódio.
Demonstrou também uma consistência quase assustadora, numa classe conhecida por algumas manobras radicais, ao ser o único piloto na classe que não sofre quedas em corrida ao longo do ano. Foi mais uma brilhante temporada até ao segundo posto do campeonato, só batido por Pecco Bagnaia, e sabemos onde ele está…

Em 2019 ascende ao Campeonato do Mundo de MotoGP, mantendo a sua ligação com a KTM ao integrar a nova estrutura satélite do construtor austríaco, a Tech3. Numa época sempre em crescendo, consegue como melhor resultado um fantástico oitavo posto no circuito austríaco do Red Bull Ring e termina o ano com 33 ponto, depois de uma lesão sofrida em Silverstone. No final de 2019 é recebido pelo Presidente da Republica.
Em 2020, Miguel acelerou para o primeiro triunfo da carreira num épico final do GP da Styria no Red Bull Ring. Em 20 anos de competição com pilotos como Zarco, Crutchlow ou Miller, a Tech3 nunca tinha ganho um GP na classe rainha.
No final da temporada, voltou a vencer na ‘montanha-russa’ de Portimão no GP de Portugal, com Pole, recorde da pista, volta mais rápida e liderança do início ao fim. Terminou o ano com 125 pontos, na despedida da sua primeira década no ‘paddock’.

Depois de um ano marcado por duas vitórias, a época de 2021 foi um ano de altos e baixos, mesmo assim com uma vitória em Barcelona e dois pódios conseguidos no Mugello e em Sachsenring, este depois de um épico duelo com Marc Márquez.
A segunda metade da época foi mais difícil, longe dos resultados anteriores aos comandos de uma moto que deixou de funcionar. Uma lesão atrasou ainda mais o piloto da Caparica e, no final do ano, os 94 pontos conquistados souberam a pouco.
Na época de 2022, Miguel Oliveira conseguiu mais duas vitórias em MotoGP pela KTM Factory Racing, na Indonésia e na Tailândia, e várias recuperações históricas em várias corridas do calendário, tendo inclusivamente sido proclamado o “rei da chuva” em algumas rondas em que a meteorologia trocou as voltas aos pilotos.
Tendo terminado a época no top 10 do campeonato, com 149 pontos, Miguel decidiu abraçar novas cores e uma nova equipa, para 2023 e 2024, com a Aprilia RNF.

A marca de Noale vinha a ganhar competitividade na categoria MotoGP e na temporada começada em Portimão, o piloto da casa conseguiu rodar 2 segundos abaixo do recorde da pista, e partiu da 4ª posição para assumir a liderança da prova.
No entanto, viria a ser abalroado na curva 3, e contraiu uma lesão que o deixou também fora da prova da Argentina. Em Jerez de La Frontera foi novamente abalroado na curva 2, o que lhe custou uma nova lesão.
As duas primeiras lesões, bem como uma terceira contraída na reta final do campeonato, no Qatar, condicionaram definitivamente o que poderia ter sido uma prestação honrosa do Piloto de Almada na temporada de 2023.

Já em 2024, mesmo com a chegada do credenciado manager Davide Brivio, a equipa pareceu andar para trás: Miguel não conseguiu qualquer lugar de vulto e acabou o ano em 15º no Mundial…
Este ano, o novo desafio era ajudar a Pramac a fazer o melhor da (nova para eles) Yamaha M1 satélite, mas quer a equipa novata, quer a oficial com o principescamente pago Quartararo e Rins, só se debateram com problemas o ano inteiro, com os 4 pilotos da marca frequentemente nos últimos lugares da grelha.
Ainda por cima, Oliveira foi abalroado por Aldeguer logo no começo da época, e lesionado, perdeu 4 corridas. Quando regressou, cautelosamente, a moto estava ainda pior e mesmo acabar na cauda dos pontos era uma tarefa hérculea, que no entanto, Oliveira tem levado a cabo, marcando mais pontos nas últimas 4 provas que nas anteriores 10…
Mesmo assim, a equipa decidiu não renovar o contrato, mas Oliveira fez agora outra mudança estratégica, juntando-se em 2026 à equipa de todo das SBK, a BMW Motorrad…
















