Ao atirar o turco para fora da pista na primeira volta, Bulega atrasou a decisão, mas decerto não como ele próprio teria desejado

Frenética, disputada em curtíssimas 10 voltas, a Superpole destina-se mais a animar o público do que propriamente a influenciar o Campeonato.
Para a final em Jerez de la Frontera, no entanto, revestiu-se de significado muito maior… ao entrar nela com 39 pontos de avanço, bastava a Toprak marcar 2 pontos e, mesmo que Bulega vencesse, com apenas mais 25 pontos em jogo da segunda corrida, o Turco da BMW seria Campeão Mundial.
O início foi o habitual com Bulega e Razgatlıoğlu a arrancar lado a lado, mas desta foi Bulega a liderar… com um grande incidente lá atrás que se viu depois terem siado as Yamaha de Gardner e Rea… mas o mais dramático veio a seguir, quando ao inclinar para uma curva, Toprak foi abalroado por Bulega, tão violentamente que a M1000RR imediatamente derrapou de lado e foi à gravilha, um estonetado e empoeirado Razgatlıoğlu a ficar de fora sem ter completado uma volta sequer.
A organização decidiu apliar uma penalidade de volta longa a Bulega, que não fez diferença nenhuma, porque por essa altura, embora apenas a 3 voltas da corrida, o seu avanço era tal que fez calmamente a volta longa, na ferradura antes da reta da meta, e permaneceu no comando.

Atrás, Iannone achou-se em lugares de pódio mas teve de ceder o 2º a Bautista, com Lowes a tentar recuperar sem sucesso após ter sido passado pela Honda de Xavi Vierge, para acabar 5º, e um pouco mais atrás, Locatelli como melhor Yamaha, Mackenzie, e depois Lecuona em 7º a protagonizar uma enorme subida de lugares depois de sair da grelha 15º.
Van der Mark e Bassani tinham passado a corrida em luta, com o último ponto a ir para o holandês da BMW, e sem mais baixas na corrida, todos os restantes 21 pilotos acabaram…
Assim, Bulega acabou por cumprir o seu desígnio de atrasar a decisão do título o mais possível, mas, apupado no pódio, não da forma mais agradável ou consensual…

















