MotoGP: Oliveira à porta do top 15, Márquez numa classe à parte

Por a 29 Março 2019 14:59

Está concluída a primeira sessão de treinos livres do Grande Prémio da Argentina para os pilotos de MotoGP num evento que até ao próximo domingo terá lugar no circuito de Termas de Río Hondo.

Uma sessão que ficou marcada pela estreia de Miguel Oliveira como piloto de MotoGP na pista em que é o recordista da volta mais rápida de sempre em Moto3. Tempo para o luso acumular voltas, completou 19, dentro de uma nova realidade e continuar o seu positivo trabalho de adaptação à KTM RC16.

Apesar desta condicionante Oliveira deu boas impressões e assinou o 16º tempo da sessão (1m41.513s), tendo ficado à frente de nomes como Danilo Petrucci, Joan Mir, Francesco Bagnaia e Maverick Viñales. O piloto da KTM Tech 3 ficou apenas a quatro milésimos de Tito Rabat, o homem que fechou o top 15 com a Ducati Desmosedici GP18 da Avintia.

Miguel Oliveira foi mais lento do que os pilotos oficiais da KTM, mas bateu por mais de um segundo o seu colega de equipa, Hafizh Syahrin, que continua a denotar grandes dificuldades de adaptação à KTM RC16. Por larga margem o malaio foi o mais lento entre os 22 pilotos que estiveram em pista.

O mesmo não se pode dizer de Johann Zarco, que depois das muitas dificuldades sentidas na pré-época e Qatar, deu um ar da sua graça ao assinar o sexto tempo, enquanto o seu colega na KTM Pol Espargaró foi 12º.

Lá na frente e bem destacado ficou Marc Márquez. O campeão do mundo em título esteve numa classe à parte e deixou o segundo classificado e homem da pole position em 2018, Jack Miller, a 0.353s. Márquez foi o único a rodar no segundo 39 durante o treino. Cal Crutchlow foi terceiro, enquanto Franco Morbidelli surpreendeu com o quarto posto, sendo mesmo o melhor piloto Yamaha, não obstante pertencer à satélite SRT. Os oficiais Valentino Rossi e Maverick Viñales ficaram longe da frente ao serem apenas 10 º e 17º. Ainda dentro da esfera Yamaha, Fabio Quartaro foi o melhor estreante em oitavo.

Nota ainda para o positivo quinto lugar de Andrea Iannone com a Aprilia, num top 10 que contou com a presença dos seis construtores envolvidos em MotoGP: Honda, Ducati, Yamaha, Aprilia, KTM e Suzuki. Tudo isto numa sessão onde ao contrário do que é normal a diferença entre os pilotos foi um pouco superior ao habitual.

Classificação:

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