CNTT: o que eles disseram sobre a Baja de Loulé

Por a 16 Abril 2019 18:19

Fomos saber o que têm para dizer alguns dos principais intervenientes da 3.ª ronda do campeonato nacional de Todo o Terreno.

 

João Lourenço (1.º Geral/1.º TT3)

“Estou muito satisfeito com esta minha primeira vitória no TT. É fruto de longos anos de trabalho desde que apareci pela primeira vez em Góis em 2013. Tive uma grande queda e fui obrigado a afastar-me um bocado do Todo o Terreno. Desde então, tenho estado dedicado ao Enduro mas gosto sempre de vir fazer uma ‘perninha’ ao TT. Gosto de muito de andar livre, sinto-me bem. Tivemos uma boa corrida com uma excelente marcação aqui no Algarve. É uma vitória que sabe muito bem. A moto está completamente de origem tal como a uso no Enduro, apenas lhe colocámos um depósito maior. Claro que era uma prova mais ‘enrolada e deu para ter a mota assim. Para provas mais longas se calhar teria de fazer outras alterações. Adorei a mota, estivemos em sintonia. Foi bastante bom!”

 

Salvador Vargas (2º Geral/2º TT3)

“Na segunda especial do dia não consegui ‘encaixar’ bem. Nesta última ‘especial’, decidi atacar forte e consegui andar muito bem sem ter saídas e sem cometer qualquer erro e o resultado está à vista: 2º lugar à geral. Era complicado ir buscar o João Lourenço, ele aqui estava a jogar em casa. Agora vamos para a Ferraria daqui a duas semanas. O campeonato vai estar ao rubro até ao fim!”

 

Daniel Jordão (3º Geral/1º TT2)

“Não correu muito bem. Tive alguns problemas em arranjar o “setting” correto para as suspensões. O calor alterou bastante a performance e o desempenho das suspensões. No final do dia de sábado, fizemos algumas alterações e melhorou bastante. No domingo, consegui melhorar bastante o andamento mas tentei não arriscar porque temos o campeonato em jogo. No Todo o Terreno, uma queda pode custar bastante caro. Utilizámos troços que são utilizados no Rali de Portugal, com ravinas bastante grandes. No entanto, a organização fez um excelente trabalho, com tudo muito bem marcado e os perigos devidamente assinalados. Tanto eu como o Bernardo e o Salvador demos tudo por tudo mas o João Lourenço esteve um patamar acima de todos nós.”

 

Bernardo Megre (4º Geral/1º TT1)

“Correu bem em termos de classe pois ganhei com muita vantagem. Em termos de Absoluto, correu bem mas podia ter sido melhor. Estava a 4 segundos do Salvador no último setor seletivo quando dei uma grande queda. Caí dentro de um buraco e foi complicado tirar de lá a mota. Perdi mais de 3 minutos. Estou bem fisicamente, dentro do possível. Arrisco dizer já que está vai ser a melhor prova do campeonato em termos organizaríeis. Muito bem marcada, pistas arranjadas e troços divertidos. Teria sido bom o 2º lugar na geral mas a queda acabou por me afastar da luta.”

 

Roberto Borrego (1º Quads)

“Foi bom! A última etapa foi muito dura. O piso estava muito escorregadio, sabíamos que era a zona do Rali do Algarve. Já tinha utilizado os pneus da parte da manhã. A sorte é que o ‘rasto’ destes pneus aguenta muito tempo e consegui fazer duas etapas com eles. O Luís estava muito rápido na última etapa e eu não consegui apanhar, ganhei-lhe só pouco tempo, mas esta de parabéns também. Queria dar os parabéns ao Motoclube do Algarve, a prova foi excelente, a pista foi bem escolhida e tudo com marcações corretas. É muito mais interessante competirmos entre as motos, já que somos tão poucos, vez de andarmos sozinhos cá atrás a apanhar as motos de duas rodas. Se não prejudicámos às duas rodas, que eu penso que não, gostava que continuasse a ser assim e até para o espectáculo é muito mais interessante.”

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